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Quem sou eu
- Carmem Lima
- Sou parte do Universo e muito menos que uma ínfima partícula, por menor que seja, portanto preciso me unir a muitas outras particulas, de preferência positivas e harmoniosas.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Mª
Bethânia - A conquista.
Por:
Carmem Lima
Começou
mansamente há décadas atrás.
Primeiro
chegou à voz, bela, diferente e penetrante, complementando a orquestração.
Segui
a voz e suas escolhas musicais e a seleção falava de amores, desamores,
protestos, realidades nacionais e internacionais.
Procurei
saber quem estava por trás da bela e profunda voz que me emocionava, pernoitava
comigo, tocava o meu coração e minha vida.
Descobri
Maria Bethânia, uma pessoa que encantou os meus olhos e o meu coração de primeira.
Passei
a acompanhar a sua careira. Com o passar do tempo, percebi que seria o amor de
minha vida. Sempre que podia acompanhava-a, Mundo afora, quer no rádio, TV,
etc.
Desejava assisti-la, mas naquela época o seu
show só chegava à Recife e era fase de vacas magras.
Passaram-se
os anos e sem planejamento, em menos de seis meses, decidi morar no Rio de
Janeiro.
Lembro
que cheguei de férias, com possibilidades de buscar trabalho, no final de 1988
e aqui estou por exatos 26 anos.
Meu
primeiro show ocorreu em 1989 no Scala (RJ). Fiquei deslumbrada e o meu coração
me confessou que seria para sempre mesmo. Neste show, descobri sem querer, uma
passagem por trás do palco e dei de cara com uma pequena fila, organizada para
cumprimentar a grande Rainha de meu coração. Inibida e tímida fiquei quietinha
e sozinha, sem acreditar que poderia cumprimentá-la. A fila andou e fiquei
aguardando que sua irmã permitisse a minha entrada. Olhei-a de longe, meu
coração acelerou. Entrei, ela estava abraçando alguém e contemplei-a bela e
linda. Ela me fitou enquanto abraçava a outra pessoa, baixei meus olhos por
timidez, respeito, amor imensurável e não confessado, medo de que ela
descobrisse tamanho sentimento guardado a sete chaves, sei lá. Chegou a minha
vez, prendi a respiração, ela abriu os braços me recebendo de forma acolhedora
e inesquecível. Só consegui balbuciar que era paraibana e sua fã incondicional.
Parece que foi ontem.
Continuei
a acompanhar a Abelha Rainha, agora mais de perto, com suas interpretações
musicais, show, entrevistas, programas, CD’s, DVD’s, livros, filmes, etc.
Lembro
que quando ainda morava em João Pessoa e minha musa aparecia na TV ficava a
observa-la, se percebesse que ela não estava bem ficava preocupada e pedia
então aos seres divinos que a protegesse e a guiasse, bem como a sua família.
Através
dela, à distância, aprendi a ter um carinho especial pela Dona Canô, assim como
a respeitá-la, como fui ensinada pelos meus amados pais e como deve ser aos
mais velhos e especialmente a uma grande Senhora, raras, como tantas de sua
geração e que faz falta nos dias atuais.
Tempos
atrás, escrevi uma carta a Dona Canô agradecendo por ter gerado dois ícones da
música brasileira, afora os outros talentos do seu ventre, mas especialmente
àquela que aquece o meu coração. Li a carta para uma amiga, conhecida de Maria
Bethânia e ela me estimulou a enviar, relutei mas tempo depois enviei, simplesmente
assim: Para: Da. Canô – Santo Amaro da Purificação – BA, pois não tinha o
endereço.
Tive
várias oportunidades de cumprimentá-la no Camarim, ora aguardando na fila como
fã incondicional e desconhecida, ora levada pela mesma amiga que estimulou a enviar
a carta para Dona Canô.
Num
dos shows não conseguimos comprar os ingressos e estávamos tristes. Marly ligou
para a minha Rainha perguntando como conseguiríamos comprar, pois estava tudo
esgotado. Assistimos ao show a convite dela, fiquei mais do que encantada, para
completar, ao cumprimentá-la no Camarim, neste dia, ela perguntou se havíamos
gostado. Imagine! É obvio que a resposta foi mais que afirmativa. Então ela nos
convidou para repetir a dose, não acreditei e fui mais uma vez extasiada ao
show, a convite dela.
Para
mim Maria Bethânia é um exemplo de brasilidade a ser seguida. As suas
preocupações pelo povo brasileiro é real, verdadeira, assim como o desejo de
uma educação de qualidade para seus irmãos. Percebemos isso através de sua vida
e de suas escolhas musicais, entrevistas, etc.
As
escolhas que ela faz toca o meu coração e a alma, aquecendo-os em dias nublados
e frios.
Desde
1988 tenho assistido a todos os seus shows. Coleciono alguns LP´s, quase todos
os CD´s e todos os DVD´s (filmes ou shows).
Os
shows é um caso a parte. Para assistirmos ao show “Maria Bethânia canta Chico
Buarque”, no Vivo Rio, foi um sufoco, fiz plantão na véspera e na madrugada da
pré-venda BB e não consegui, porém na semana que abriu para a venda normal, fiz
novo plantão e quando alguém desistiu de uma mesa de quatro lugares, fui rápida
o suficiente para finalizar a compra, assim, mais uma vez, pude ver àquela que
conquistou meu coração para sempre.
Este
ano de 2015 tive o privilégio de assisti-la duas vezes. Na estreia, dia 10 de
janeiro e da segunda vez a convite de Maria Bethânia, através de uma grande
amiga. Fomos às últimas a cumprimenta-la. Maria Bethânia fazendo 50 anos de
carreira e minha querida amiga fazendo 50 anos de plateia. Ao cumprimenta-la
recebi um abraço inesquecível
Rio
de Janeiro, 20 de abril 2015.
Carmem
Lúcia de O. Lima
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
AO GLORIOSO SARGENTO DA FEB MANOEL AIRES DE OLIVEIRA!!! (In memoriam)
Carlos Aires
Nessas singelas estrofes fiz a modesta homenagem a esse nobre herói defensor da pátria Manoel Aires de Oliveira.
(Tio Manoel)
AO GLORIOSO SARGENTO DA FEB
MANOEL AIRES DE OLIVEIRA!!!
(In memoriam)
Foste Manoel Aires, um herói brasileiro!
Um grande guerreiro de belo perfil
Protegeste a Pátria no campo de guerra
Nessas singelas estrofes fiz a modesta homenagem a esse nobre herói defensor da pátria Manoel Aires de Oliveira.
(Tio Manoel)
AO GLORIOSO SARGENTO DA FEB
MANOEL AIRES DE OLIVEIRA!!!
(In memoriam)
Foste Manoel Aires, um herói brasileiro!
Um grande guerreiro de belo perfil
Protegeste a Pátria no campo de guerra
Defendendo a terra, o amado Brasil!
Em solo estrangeiro foste aos combates
E nesses rebates nunca esmorecestes
Levaste vantagem em várias contendas
E as lutas horrendas tu sempre as vencestes
Lutastes com garra e com muita bravura
Buscando a ventura da sonhada paz
Com muita coragem e por ser competente
Mostrou plenamente do que foi capaz
Então Manoel Aires, nós os teus parentes.
Estamos contentes com a tua jornada
Esse teu passado de heroica grandeza
Na luta em defesa da Pátria adorada
E houve a vitoria sem que houvesse falha
E cada medalha que adornou teu peito
Faz jus a o préstimo por ti conquistado
Foi condecorado por mérito e direito.
E cada comenda por ti recebida
Foi adquirida com honra e com glória
Teu passado digno só nos causa encanto
É nobre, portanto tua bela história.
Por ser da família sinto- me orgulhoso
E estou vaidoso em poder narrar
Em estrofes modestas com versos singelos
Históricos tão belos desse militar
E assim Manoel Aires nós reconhecemos
E nos lembraremos com orgulho altaneiro
Desse herói da Pátria qual fez a defesa
Honrando a grandeza de ser brasileiro!!!
Carlos Aires
Carpina PE. 28/11/2012
Em solo estrangeiro foste aos combates
E nesses rebates nunca esmorecestes
Levaste vantagem em várias contendas
E as lutas horrendas tu sempre as vencestes
Lutastes com garra e com muita bravura
Buscando a ventura da sonhada paz
Com muita coragem e por ser competente
Mostrou plenamente do que foi capaz
Então Manoel Aires, nós os teus parentes.
Estamos contentes com a tua jornada
Esse teu passado de heroica grandeza
Na luta em defesa da Pátria adorada
E houve a vitoria sem que houvesse falha
E cada medalha que adornou teu peito
Faz jus a o préstimo por ti conquistado
Foi condecorado por mérito e direito.
E cada comenda por ti recebida
Foi adquirida com honra e com glória
Teu passado digno só nos causa encanto
É nobre, portanto tua bela história.
Por ser da família sinto- me orgulhoso
E estou vaidoso em poder narrar
Em estrofes modestas com versos singelos
Históricos tão belos desse militar
E assim Manoel Aires nós reconhecemos
E nos lembraremos com orgulho altaneiro
Desse herói da Pátria qual fez a defesa
Honrando a grandeza de ser brasileiro!!!
Carlos Aires
Carpina PE. 28/11/2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
A conquista – Mª Bethânia (Só o texto, sem imagem)
A conquista – Mª
Bethânia
Começou mansamente há décadas atrás.
Primeiro chegou a voz, bela, diferente e penetrante,
complementando a orquestração.
Segui a voz e suas escolhas musicais e a seleção falava de
amores, desamores, protestos, realidades nacionais e internacionais.
Emocionalmente, à distância, pesquisei quem estava por trás
da voz que pernoitava comigo, tocava o meu coração e minha vida.
Descobri, com o passar do tempo, que era o Amor de uma vida
inteira e que a acompanharia sempre.
Desejava assisti-la, mas naquela época, o seu show só
chegava à Recife e era fase de vacas magras.
Passaram-se os anos e sem planejamento, em menos de seis
meses, decidi morar no Rio de Janeiro.
Lembro que cheguei de férias, com possibilidades de buscar
trabalho, no final de 1988 e aqui estou por exatos 24 anos.
Meu primeiro show dela ocorreu em 1989. Fiquei deslumbrada e
o meu coração confirmava que seria para sempre mesmo. Neste show, descobri sem
querer, uma passagem por trás do palco e dei de cara com uma pequena fila,
disponibilizada para cumprimentar a grande Rainha de meu coração. Inibida e
tímida fiquei quietinha, sem acreditar que poderia cumprimentá-la. A fila andou
e fiquei aguardando que sua irmã permitisse a minha entrada. Olhei-a de longe,
meu coração acelerou. Entrei, ela estava abraçando alguém e contemplei-a bela e
linda. Ela me fitou, enquanto abraçava a outra pessoa, baixei meus olhos por
timidez, respeito, amor não confessado, medo de que ela descobrisse tamanho
sentimento, sei lá. Chegou a minha vez, ela abriu os braços e me recebeu de
forma acolhedora e inesquecível. Só consegui balbuciar que era paraibana e sua
fã incondicional. Parece que foi ontem.
Depois desse encontro acompanhei a Rainha em suas
interpretações musicais, show, entrevistas, programas, CD’s, DVD’s, livros,
filmes, etc.
Lembro que quando ainda morava em João Pessoa e via-a na TV
ficava preocupada se percebesse que ela não estava bem. Pedia então aos seres
divinos que a protegesse e a guiasse, bem como a sua família.
Através dela, aprendi a amar e respeitar Dona Canô, como
deve ser a uma grande Senhora, como tantas de sua geração e tão raras nos dias
atuais.
Escrevi uma carta de agradecimento a Dona Canô, há muito
tempo atrás, por ter gerado dois ícones da música brasileira. Mandei a carta,
estimulada por uma amiga que conhecia Mª Bethânia, simplesmente para: Da. Canô
– Santo Amaro da Purificação – BA, pois não tinha o endereço.
Tive várias oportunidades de cumprimentá-la no Camarim, ora
aguardando na fila como fã incondicional e desconhecida, ora levada pela mesma
amiga que estimulou enviar a carta a Dona Canô.
Uma vez não conseguimos ingressos para o show e ficamos
tristes. Essa amiga ligou para a casa de nossa musa. Assistimos ao show a
convite dela, fiquei encantada e para completar, ao cumprimentá-la no Camarim,
neste dia, ela perguntou se havíamos gostado e é obvio que a resposta foi
afirmativa. Ela então nos convidou para repetir a dose, não acreditei e fomos
mais uma vez ao show, a convite dela.
Este ano já assisti “Maria Bethânia e as palavras” no SESC e
no Teatro Net Rio e Maria Bethânia canta Chico Buarque no Vivo Rio, este último
foi um sufoco conseguir ingresso, fiz plantão na véspera e na madrugada na pré
venda BB e não consegui, mas graças que na semana que abriu para a venda normal,
fiquei novamente de plantão e quando alguém desistiu de uma mesa de quatro
lugares, via internet, fui rápida o suficiente para finalizar a compra e pude
mais uma vez ver a aquela que conquistou meu coração para sempre.
Por
Carmem Lima, Rio de Janeiro, 21/10/2012.
Ontem (Revisado) (O texto na integra)
Ontem
(Revisado)
Autora: Carmem L. O.
Lima
Eu era criança e apenas sonhava.
Brincava de pega, amarelinha, quebra panela, baleado,
esconde, bola de gude e tantas outras coisas.
Subia em árvores frutíferas e saboreava seus frutos
suculentos. Era cajá, cajarana, carambola, goiaba, jabuticaba, laranja, mangas,
manguito, sapoti, siriguela, umbu e tantas outras.
Adorava brincar de esconder, fazia toca no bagaço da cana e nem
ligava para a coceira que depois dava.
Tomava caldo de cana, fazia puxa-puxa e depois comia com ela
ainda quente. Era uma farra.
Gostava da chuva no rosto e de arrancar macaxeira na terra
molhada e com seu cheiro agradável.
Ficava encantada com a horta e a diversidade das hortaliças
ali plantadas, cheirosa e saborosa na comida.
Ia buscar ovos nos esconderijos das galinhas a mando de Tia
Alice.
Andava pelo sítio escutando o barulho dos bichos nas folhas
secas. Era uma coragem sem coragem e encontros inesperados com cobras diversas,
aranhas caranguejeiras e tantos outros bichos da região.
Era prazeroso vencer o medo e descobrir novas formas de se
safar deles.
Amava andar a cavalo e na solidão escutar o silêncio do
vento e o seu efeito no canavial verdejante, montanha acima e abaixo. Parecia
um belo balé silencioso que a natureza me proporcionava com exclusividade.
Gostava do balanço na frente da casa da Júlia, com suas
cordas imensas amarradas nos galhos altos. Lá me desafiava a alcançar os galhos
mais altos com os pés e assim desafiava o perigo.
Lembro-me do primeiro picnic. Saímos de Pilões para Baía da
Traição. Vários carros dos Senhores de Engenhos. Balaios de frutas e muita
comida. Era Jipe com quatro portas, Rural e Caminhonetas. Deveria ter uns sete
anos. Jamais esqueci o sabor de tomar banho de mar chupando uma manga. A
mistura do sal com o sabor da manga doce nunca mais se repetiu como da 1ª vez.
Ficava temerosa quando, de férias, voltava ao engenho e no
caminho o ônibus subia a Serra do Espinho com a porta aberta para que, caso
derrapasse, a fuga fosse possível, para quem conseguisse sair.
Era uma aventura ir até a feira de Guarabira, com Tia Alice
e Tio Carrito, no inverso. A Rural deslizava no barro mais do que quiabo. Era
uma luta do motorista. Ele puxava a direção para um lado e o carro ia para o
outro, isso quando não atolava.
Adorava escutar as Histórias que meu amado pai contava sobre
a sua participação na 2ª Guerra Mundial, na Itália. Lembro que por volta dos nove
anos, quando ele chegava do trabalho, em Campina Grande, se deitava no sofá e eu
insistia para escutar suas histórias. Criança, não percebia o quanto, por vezes,
aquilo o emocionava e lhe trazia lembranças tristes.
Lembro-me da dedicação de minha mãe para com seus filho e filhas.
Passava o dia costurando, bordando, passando ferro, etc. Tudo para que saíssemos
arrumadas e na moda. Era impressionante a variedade de pontos nas toalhas de
banquete e no resultado final. Guardo uma delas, para mim a mais bonita.
Para que ficássemos na moda, minha mãe copiava discretamente
os modelos expostos nas vitrines das lojas. Sim, naquela época as lojas tinham
vitrines e ninguém quebrava o vidro para roubar. Assim andávamos na moda, que
nem gente rica.
Ansiava ir aos domingos tomar sorvete, antes do cinema, na Sorveteria
Florida, em Campina Grande. Lá encontrávamos papai. Ele fazia questão de mandar
trazer guaraná e sorvete. Era uma delicia.
O cinema era um caso a parte. Tínhamos um permanente emprestado
da querida Tia Marieta. Íamos sempre ao cinema com mamãe quando de menores.
Lembro que o hábito era ferrenho e que uma vez passou um trailer sobre um filme de guerra para a semana seguinte. Mamãe não
queria ir de jeito nenhum, mas, eu e Mª Edite, insistimos tanto que ela cedeu.
Resumindo: O filme se passava numa ilha onde só tinha homens. A luta era entre
americanos e japoneses. No final os japoneses matavam e torturavam todos os
americanos. O único sobrevivente eles cavaram um buraco, jogaram o cara dentro,
deixaram apenas a cabeça desenterrada e depois jogaram mel na cabeça do cara.
Ao redor do buraco havia diversos formigueiros. Mamãe quase nos matou por ter
assistido aquele filme horroroso e eu jamais dele esqueci.
E bom olhar o passado e ter orgulho dos pais. Pessoas
honestas, descentes, batalhadores e que ajudaram os filhos a serem pessoas
melhores, a construírem vidas independente, decente e com valores éticos.
Obrigado a meus amados pais (onde quer que estejam), irmãos,
além das Tias e Tios que facilitaram as nossas vidas.
Rio de Janeiro, 05/08/2012
– Revisto e modificado em 22/10/2012.
Autora: Carmem Lima
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