Sou parte do Universo e muito menos que uma ínfima partícula, por menor que seja, portanto preciso me unir a muitas outras particulas, de preferência positivas e harmoniosas.
A conquista – Mª Bethânia Começou mansamente há décadas atrás. Primeiro chegou a voz, bela, diferente e penetrante, complementando a orquestração. Segui a voz e suas escolhas musicais e a seleção falava de amores, desamores, protestos, realidades nacionais e internacionais. Emocionalmente, à distância, pesquisei quem estava por trás da voz que pernoitava comigo, tocava o meu coração e minha vida. Descobri, com o passar do tempo, que era o Amor de uma vida inteira e que a acompanharia sempre. Desejava assisti-la, mas naquela época, o seu show só chegava à Recife e era fase de vacas magras. Passaram-se os anos e sem planejamento, em menos de seis meses, decidi morar no Rio de Janeiro. Lembro que cheguei de férias, com possibilidades de buscar trabalho, no final de 1988 e aqui estou por exatos 24 anos. Meu primeiro show dela ocorreu em 1989. Fiquei deslumbrada e o meu coração confirmava que seria para sempre mesmo. Neste show, descobri sem querer, uma passagem por trás do palco e dei de cara com uma pequena fila, disponibilizada para cumprimentar a grande Rainha de meu coração. Inibida e tímida fiquei quietinha, sem acreditar que poderia cumprimentá-la. A fila andou e fiquei aguardando que sua irmã permitisse a minha entrada. Olhei-a de longe, meu coração acelerou. Entrei, ela estava abraçando alguém e contemplei-a bela e linda. Ela me fitou, enquanto abraçava a outra pessoa, baixei meus olhos por timidez, respeito, amor não confessado, medo de que ela descobrisse tamanho sentimento, sei lá. Chegou a minha vez, ela abriu os braços e me recebeu de forma acolhedora e inesquecível. Só consegui balbuciar que era paraibana e sua fã incondicional. Parece que foi ontem. Depois desse encontro acompanhei a Rainha em suas interpretações musicais, show, entrevistas, programas, CD’s, DVD’s, livros, filmes, etc. Lembro que quando ainda morava em João Pessoa e via-a na TV ficava preocupada se percebesse que ela não estava bem. Pedia então aos seres divinos que a protegesse e a guiasse, bem como a sua família. Através dela, aprendi a amar e respeitar Dona Canô, como deve ser a uma grande Senhora, como tantas de sua geração e tão raras nos dias atuais. Escrevi uma carta de agradecimento a Dona Canô, há muito tempo atrás, por ter gerado dois ícones da música brasileira. Mandei a carta, estimulada por uma amiga que conhecia Mª Bethânia, simplesmente para: Da. Canô – Santo Amaro da Purificação – BA, pois não tinha o endereço. Tive várias oportunidades de cumprimentá-la no Camarim, ora aguardando na fila como fã incondicional e desconhecida, ora levada pela mesma amiga que estimulou enviar a carta a Dona Canô. Uma vez não conseguimos ingressos para o show e ficamos tristes. Essa amiga ligou para a casa de nossa musa. Assistimos ao show a convite dela, fiquei encantada e para completar, ao cumprimentá-la no Camarim, neste dia, ela perguntou se havíamos gostado e é obvio que a resposta foi afirmativa. Ela então nos convidou para repetir a dose, não acreditei e fomos mais uma vez ao show, a convite dela. Este ano já assisti “Maria Bethânia e as palavras” no SESC e no Teatro Net Rio e Maria Bethânia canta Chico Buarque no Vivo Rio, este último foi um sufoco conseguir ingresso, fiz plantão na véspera e na madrugada na pré venda BB e não consegui, mas graças que na semana que abriu para a venda normal, fiquei novamente de plantão e quando alguém desistiu de uma mesa de quatro lugares, via internet, fui rápida o suficiente para finalizar a compra e pude mais uma vez ver a aquela que conquistou meu coração para sempre. Por Carmem Lima, Rio de Janeiro, 21/10/2012.
A conquista – Mª Bethânia
ResponderExcluirComeçou mansamente há décadas atrás.
Primeiro chegou a voz, bela, diferente e penetrante, complementando a orquestração.
Segui a voz e suas escolhas musicais e a seleção falava de amores, desamores, protestos, realidades nacionais e internacionais.
Emocionalmente, à distância, pesquisei quem estava por trás da voz que pernoitava comigo, tocava o meu coração e minha vida.
Descobri, com o passar do tempo, que era o Amor de uma vida inteira e que a acompanharia sempre.
Desejava assisti-la, mas naquela época, o seu show só chegava à Recife e era fase de vacas magras.
Passaram-se os anos e sem planejamento, em menos de seis meses, decidi morar no Rio de Janeiro.
Lembro que cheguei de férias, com possibilidades de buscar trabalho, no final de 1988 e aqui estou por exatos 24 anos.
Meu primeiro show dela ocorreu em 1989. Fiquei deslumbrada e o meu coração confirmava que seria para sempre mesmo. Neste show, descobri sem querer, uma passagem por trás do palco e dei de cara com uma pequena fila, disponibilizada para cumprimentar a grande Rainha de meu coração. Inibida e tímida fiquei quietinha, sem acreditar que poderia cumprimentá-la. A fila andou e fiquei aguardando que sua irmã permitisse a minha entrada. Olhei-a de longe, meu coração acelerou. Entrei, ela estava abraçando alguém e contemplei-a bela e linda. Ela me fitou, enquanto abraçava a outra pessoa, baixei meus olhos por timidez, respeito, amor não confessado, medo de que ela descobrisse tamanho sentimento, sei lá. Chegou a minha vez, ela abriu os braços e me recebeu de forma acolhedora e inesquecível. Só consegui balbuciar que era paraibana e sua fã incondicional. Parece que foi ontem.
Depois desse encontro acompanhei a Rainha em suas interpretações musicais, show, entrevistas, programas, CD’s, DVD’s, livros, filmes, etc.
Lembro que quando ainda morava em João Pessoa e via-a na TV ficava preocupada se percebesse que ela não estava bem. Pedia então aos seres divinos que a protegesse e a guiasse, bem como a sua família.
Através dela, aprendi a amar e respeitar Dona Canô, como deve ser a uma grande Senhora, como tantas de sua geração e tão raras nos dias atuais.
Escrevi uma carta de agradecimento a Dona Canô, há muito tempo atrás, por ter gerado dois ícones da música brasileira. Mandei a carta, estimulada por uma amiga que conhecia Mª Bethânia, simplesmente para: Da. Canô – Santo Amaro da Purificação – BA, pois não tinha o endereço.
Tive várias oportunidades de cumprimentá-la no Camarim, ora aguardando na fila como fã incondicional e desconhecida, ora levada pela mesma amiga que estimulou enviar a carta a Dona Canô.
Uma vez não conseguimos ingressos para o show e ficamos tristes. Essa amiga ligou para a casa de nossa musa. Assistimos ao show a convite dela, fiquei encantada e para completar, ao cumprimentá-la no Camarim, neste dia, ela perguntou se havíamos gostado e é obvio que a resposta foi afirmativa. Ela então nos convidou para repetir a dose, não acreditei e fomos mais uma vez ao show, a convite dela.
Este ano já assisti “Maria Bethânia e as palavras” no SESC e no Teatro Net Rio e Maria Bethânia canta Chico Buarque no Vivo Rio, este último foi um sufoco conseguir ingresso, fiz plantão na véspera e na madrugada na pré venda BB e não consegui, mas graças que na semana que abriu para a venda normal, fiquei novamente de plantão e quando alguém desistiu de uma mesa de quatro lugares, via internet, fui rápida o suficiente para finalizar a compra e pude mais uma vez ver a aquela que conquistou meu coração para sempre.
Por Carmem Lima, Rio de Janeiro, 21/10/2012.