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Sou parte do Universo e muito menos que uma ínfima partícula, por menor que seja, portanto preciso me unir a muitas outras particulas, de preferência positivas e harmoniosas.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A conquista – Mª Bethânia (Só o texto, sem imagem)


A conquista – Mª Bethânia
Começou mansamente há décadas atrás.
Primeiro chegou a voz, bela, diferente e penetrante, complementando a orquestração.
Segui a voz e suas escolhas musicais e a seleção falava de amores, desamores, protestos, realidades nacionais e internacionais.
Emocionalmente, à distância, pesquisei quem estava por trás da voz que pernoitava comigo, tocava o meu coração e minha vida.
Descobri, com o passar do tempo, que era o Amor de uma vida inteira e que a acompanharia sempre.
Desejava assisti-la, mas naquela época, o seu show só chegava à Recife e era fase de vacas magras.
Passaram-se os anos e sem planejamento, em menos de seis meses, decidi morar no Rio de Janeiro.
Lembro que cheguei de férias, com possibilidades de buscar trabalho, no final de 1988 e aqui estou por exatos 24 anos.
Meu primeiro show dela ocorreu em 1989. Fiquei deslumbrada e o meu coração confirmava que seria para sempre mesmo. Neste show, descobri sem querer, uma passagem por trás do palco e dei de cara com uma pequena fila, disponibilizada para cumprimentar a grande Rainha de meu coração. Inibida e tímida fiquei quietinha, sem acreditar que poderia cumprimentá-la. A fila andou e fiquei aguardando que sua irmã permitisse a minha entrada. Olhei-a de longe, meu coração acelerou. Entrei, ela estava abraçando alguém e contemplei-a bela e linda. Ela me fitou, enquanto abraçava a outra pessoa, baixei meus olhos por timidez, respeito, amor não confessado, medo de que ela descobrisse tamanho sentimento, sei lá. Chegou a minha vez, ela abriu os braços e me recebeu de forma acolhedora e inesquecível. Só consegui balbuciar que era paraibana e sua fã incondicional. Parece que foi ontem.
Depois desse encontro acompanhei a Rainha em suas interpretações musicais, show, entrevistas, programas, CD’s, DVD’s, livros, filmes, etc.
Lembro que quando ainda morava em João Pessoa e via-a na TV ficava preocupada se percebesse que ela não estava bem. Pedia então aos seres divinos que a protegesse e a guiasse, bem como a sua família.
Através dela, aprendi a amar e respeitar Dona Canô, como deve ser a uma grande Senhora, como tantas de sua geração e tão raras nos dias atuais.
Escrevi uma carta de agradecimento a Dona Canô, há muito tempo atrás, por ter gerado dois ícones da música brasileira. Mandei a carta, estimulada por uma amiga que conhecia Mª Bethânia, simplesmente para: Da. Canô – Santo Amaro da Purificação – BA, pois não tinha o endereço.
Tive várias oportunidades de cumprimentá-la no Camarim, ora aguardando na fila como fã incondicional e desconhecida, ora levada pela mesma amiga que estimulou enviar a carta a Dona Canô.
Uma vez não conseguimos ingressos para o show e ficamos tristes. Essa amiga ligou para a casa de nossa musa. Assistimos ao show a convite dela, fiquei encantada e para completar, ao cumprimentá-la no Camarim, neste dia, ela perguntou se havíamos gostado e é obvio que a resposta foi afirmativa. Ela então nos convidou para repetir a dose, não acreditei e fomos mais uma vez ao show, a convite dela.
Este ano já assisti “Maria Bethânia e as palavras” no SESC e no Teatro Net Rio e Maria Bethânia canta Chico Buarque no Vivo Rio, este último foi um sufoco conseguir ingresso, fiz plantão na véspera e na madrugada na pré venda BB e não consegui, mas graças que na semana que abriu para a venda normal, fiquei novamente de plantão e quando alguém desistiu de uma mesa de quatro lugares, via internet, fui rápida o suficiente para finalizar a compra e pude mais uma vez ver a aquela que conquistou meu coração para sempre.
Por Carmem Lima, Rio de Janeiro, 21/10/2012.

Ontem (Revisado) (O texto na integra)

Ontem (Revisado)
Autora: Carmem L. O. Lima
Eu era criança e apenas sonhava.
Brincava de pega, amarelinha, quebra panela, baleado, esconde, bola de gude e tantas outras coisas.
Subia em árvores frutíferas e saboreava seus frutos suculentos. Era cajá, cajarana, carambola, goiaba, jabuticaba, laranja, mangas, manguito, sapoti, siriguela, umbu e tantas outras.
Adorava brincar de esconder, fazia toca no bagaço da cana e nem ligava para a coceira que depois dava.
Tomava caldo de cana, fazia puxa-puxa e depois comia com ela ainda quente. Era uma farra.
Gostava da chuva no rosto e de arrancar macaxeira na terra molhada e com seu cheiro agradável.
Ficava encantada com a horta e a diversidade das hortaliças ali plantadas, cheirosa e saborosa na comida.
Ia buscar ovos nos esconderijos das galinhas a mando de Tia Alice.
Andava pelo sítio escutando o barulho dos bichos nas folhas secas. Era uma coragem sem coragem e encontros inesperados com cobras diversas, aranhas caranguejeiras e tantos outros bichos da região.
Era prazeroso vencer o medo e descobrir novas formas de se safar deles.
Amava andar a cavalo e na solidão escutar o silêncio do vento e o seu efeito no canavial verdejante, montanha acima e abaixo. Parecia um belo balé silencioso que a natureza me proporcionava com exclusividade.
Gostava do balanço na frente da casa da Júlia, com suas cordas imensas amarradas nos galhos altos. Lá me desafiava a alcançar os galhos mais altos com os pés e assim desafiava o perigo.
Lembro-me do primeiro picnic. Saímos de Pilões para Baía da Traição. Vários carros dos Senhores de Engenhos. Balaios de frutas e muita comida. Era Jipe com quatro portas, Rural e Caminhonetas. Deveria ter uns sete anos. Jamais esqueci o sabor de tomar banho de mar chupando uma manga. A mistura do sal com o sabor da manga doce nunca mais se repetiu como da 1ª vez.
Ficava temerosa quando, de férias, voltava ao engenho e no caminho o ônibus subia a Serra do Espinho com a porta aberta para que, caso derrapasse, a fuga fosse possível, para quem conseguisse sair.
Era uma aventura ir até a feira de Guarabira, com Tia Alice e Tio Carrito, no inverso. A Rural deslizava no barro mais do que quiabo. Era uma luta do motorista. Ele puxava a direção para um lado e o carro ia para o outro, isso quando não atolava.
Adorava escutar as Histórias que meu amado pai contava sobre a sua participação na 2ª Guerra Mundial, na Itália. Lembro que por volta dos nove anos, quando ele chegava do trabalho, em Campina Grande, se deitava no sofá e eu insistia para escutar suas histórias. Criança, não percebia o quanto, por vezes, aquilo o emocionava e lhe trazia lembranças tristes.
Lembro-me da dedicação de minha mãe para com seus filho e filhas. Passava o dia costurando, bordando, passando ferro, etc. Tudo para que saíssemos arrumadas e na moda. Era impressionante a variedade de pontos nas toalhas de banquete e no resultado final. Guardo uma delas, para mim a mais bonita.
Para que ficássemos na moda, minha mãe copiava discretamente os modelos expostos nas vitrines das lojas. Sim, naquela época as lojas tinham vitrines e ninguém quebrava o vidro para roubar. Assim andávamos na moda, que nem gente rica.
Ansiava ir aos domingos tomar sorvete, antes do cinema, na Sorveteria Florida, em Campina Grande. Lá encontrávamos papai. Ele fazia questão de mandar trazer guaraná e sorvete. Era uma delicia.
O cinema era um caso a parte. Tínhamos um permanente emprestado da querida Tia Marieta. Íamos sempre ao cinema com mamãe quando de menores. Lembro que o hábito era ferrenho e que uma vez passou um trailer sobre um filme de guerra para a semana seguinte. Mamãe não queria ir de jeito nenhum, mas, eu e Mª Edite, insistimos tanto que ela cedeu. Resumindo: O filme se passava numa ilha onde só tinha homens. A luta era entre americanos e japoneses. No final os japoneses matavam e torturavam todos os americanos. O único sobrevivente eles cavaram um buraco, jogaram o cara dentro, deixaram apenas a cabeça desenterrada e depois jogaram mel na cabeça do cara. Ao redor do buraco havia diversos formigueiros. Mamãe quase nos matou por ter assistido aquele filme horroroso e eu jamais dele esqueci.
E bom olhar o passado e ter orgulho dos pais. Pessoas honestas, descentes, batalhadores e que ajudaram os filhos a serem pessoas melhores, a construírem vidas independente, decente e com valores éticos.
Obrigado a meus amados pais (onde quer que estejam), irmãos, além das Tias e Tios que facilitaram as nossas vidas.
Rio de Janeiro, 05/08/2012 – Revisto e modificado em 22/10/2012.
Autora: Carmem Lima

Ontem (Revisado)


A Conquista - Mª Bethânia


domingo, 21 de outubro de 2012

Sou

Sou:
  • paraibana, nordestina e brasileira com orgulho;
  • moro na cidade maravilhosa.
Desejo ver o Brasil justo, coerente, zeloso com suas riquezas, cuidadoso com o seu povo. Gostaria que o Brasil fosse justo com o seu povo e desejo que o povo entenda o seu poder transformador no destino do país